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GRÁTIS

 

Projetos Sociais

 

 

01. Abrace essa idéia

 

 

02. O patchwork amanhã

 

 

03. Patchwork para crianças

 

 

04. Oficinas de capacitação

 

 

05. Mãos que tecem cidadania

 

 

 

01. Abrace essa idéia

 

Somos um grupo virtual de bordadeiras voluntárias, espalhadas por todo Brasil e por diversos países (Austrália, Estados Unidos, Espanha, França, Israel, Japão, Norfolk Island, Paraguai, Portugal e Uruguai). Bordamos Ponto Cruz em quadrados de etamine que são usados para a confecção de Acolchoados. E estamos introduzindo blocos em Patchwork em nossos acolchoados. Ao blocos em Patch são intercalados com os blocos bordados em Ponto Cruz. Nossas voluntárias são  amantes do ponto cruz ou do patchwork, com idades que variam dos 6 aos 84 anos. Contamos também com a ajuda de 2 maridos e algumas crianças incluindo o filho de uma voluntária.

 

As voluntárias são pessoas de um coração enorme, que possuem as mais diversas responsabilidades profissionais, acadêmicas e familiares, o que não as impediu de se sensibilizarem com nossa proposta e reservarem um tempo para, através de seu "hobby" , fazer uma criança com seriíssimos problemas de saúde, sorrir.

 

Os Acolchoados de Amor são montados para crianças com seríssimos problemas de saúde (doenças que exijam um tratamento intensivo e que podem colocar a vida da criança em risco (como câncer) ou doenças crônicas permanentes (como Hidrocefalia, Síndrome de Retti, Síndrome do X-Fragil, etc).

 


 
Iniciamos nossas atividades em 2000, bordando para as crianças do projeto americano. Em 2001 encontramos a primeira criança brasileira e assim iniciamos o projeto aqui no Brasil. Diversas crianças já sorriram com nossos acolchoados.

 

 

Em 2005 entregamos 24 lindos Acolchoados de Amor incluindo 4 acolchoados enviados para o Japão. E temos uma previção de montarmos mais de 50 acolchoados em 2006.

Todas as crianças apresentadas, até o momento, foram apresentadas por uma das  voluntárias ou por pessoas conhecidas, recentemente fomos cadastradas oficialmente como voluntárias junto ao
GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolecente e a Criança com Câncer, em São Paulo), que atendem crianças portadoras da doenças vindas de todo território Nacional.

A procura por um Acolchoado de Amor tem aumentado muito e estamos mais do que nunca precisando de colaboração. Acreditamos que  a introdução dos blocos de Patchwork intercalados com os blocos em Ponto Cruz nos possibilite atender a um numero maior de crianças. As duas técnicas se completam e se valorizam juntas. Para cada acolchoado  estamos utilizando no máximo 12 blocos de Patch e 12 blocos em Ponto Cruz, dependendo do tamanho do acolchoado a ser montado. Os acolchoados serão montados a medida que tivermos disponíveis blocos de Patch e blocos em Ponto Cruz suficientes, e que combinem entre si, para a montagem dos acolchoados.

O site do projeto é: www.lovequiltsbrasil.org lá poderá ser encontrada informações adicionais.

Qualquer dúvida ou esclarecimento por favor me escreva.

Atenciosamente,
 

Ivani Vieira
Coordenadora
contato@lovequiltsbrasil.org

 

02. O patchwork amanhã

 

 

Artistas

 

Apesar de se tratar de uma técnica antiga, o patchwork no Brasil ainda está em fase de desenvolvimento. O que esperar, para onde ele vai caminhar? Tudo indica que nossos artesãos são de primeiro mundo, assim como em todas as áreas relacionadas à criatividade o Brasil dá show.

 

Aqui encontramos diversas obras com a nossa cara. Elas fogem um pouco de mosaicos ou figuras geométricas, e deixam aflorar nossas cores, curvas e formas.

 

 

Acessórios

 

A tecnologia tem ajudado muito na execução dos trabalhos em patchwork. Hoje podemos encontrar programas de computador em que você cria seu projetos e transfere para máquinas de costura digitais que lhe auxiliam no trabalho.

 

Os tecidos também evoluem e surgem as mais variadas estampas.

 

O importante é saber aliar esse desenvolvimento à criatividade e habilidade. As opções são muitas, mas é o talento do artista quem comanda o processo.

 

 

Eventos

 

A evolução dos eventos é visível com o passar do tempo. Há alguns anos atrás eles não eram tão numerosos e populares.

 

Atualmente, em muitos eventos é possível assistir aulas com as melhores professoras de diferentes lugares do mundo, e também com os melhores do Brasil.

 

Além da paixão que as artesãs tem pelos alfinetes, agulhas, linhas e etc, um evento carrega consigo um algo a mais, um momento para reencontrar amigas, trocar idéias e acumular conhecimento.

 

03. Patchwork para crianças

 A vida de uma quilter dedicada (leia-se, entusiasmada e não fanática) é cercada de materiais de costura, livros e revistas de patch e, obviamente, muitos quilts. Além disso, o assunto favorito dela é relacionado à patchwork & quilting, a correspondência reúne catálogos de lojas, pacotes que amigas enviam de trocas e revistas que assina. As férias incluem sempre visitas à festivais de patch.

Os filhos das quilters vivem nesse ambiente, vendo a mãe trabalhando, aprendendo a conviver com agulhas, alfinetes, tesouras afiadas, rotary cutters e tantos outros objetos fascinantes.

 

Meu filho, Stefan, tinha três anos quando eu comecei a fazer patch. Meu primeiro Sampler Quilt foi feito para ele. De lá para cá, nós já viajamos de ônibus, carro e até avião, para que eu visitasse meus festivais. Portanto, quilts e quilters tem sido uma presença constante na vida dele. É natural, portanto, que ele manifestasse um dia, interesse em aprender. Quando isso aconteceu, ele tinha 9 anos e eu não deixei passar porque eu sei que é uma fase e que se eu não aproveitar, será tarde demais. É muito melhor e mais fácil atender à um apêlo de uma criança do que querer incutir nela uma vontade.  Ao mesmo tempo é importante que ele valorize meus quilts, aprecie meu trabalho, respeite e preserve tanta memória familiar que eu venho construindo.   Eu comecei, então, a inscrevê-lo em aulas de patch com profissionais.  Ele fez três e gostou.  Duas dessas aulas aconteceram durante um festival de patch.

 

 

A partir do ano 2005 eu criei uma página no Jornalzinho de Patchwork com projetos que comecei à ensiná-lo e outra no site Amigas de Patch onde incluí fotos dos trabalhos e dele.  Durante dez meses realizando esse trabalho, eu já aprendi muito.   Passei a perceber em revistas a presença de depoimentos de mães e avós, ou até das próprias crianças sobre o que elas produzem; livros que estão sendo lançados voltados para ensinar patch a crianças e campeonatos em que crianças concorrem.

Tem sido gratificante demais ensinar porque além do patch, eu passei a mostrar à ele como ele pode ganhar dinheiro fazendo peças para vender.

Em agosto deste ano ele expôs no Festival of Quilts, em Birmingham, na Inglaterra, num campeonato que tinha como tema Tempo e Espaço.  Eu senti muito orgulho ao ver o quilt pendurado na exposição e o nome dele no catálogo, apesar dele não ter ganhado.  Essa exposição me estimulou muito a melhorar meu método de ensino, de forma que eu venho orientando-o cada vez mais a fazer tudo sozinho.  Se ele se sente cansado, não quer mais e insiste para que eu faça, nós paramos porque eu não vou fazer e impedi-lo de aprender fazendo, de se aprimorar.

Não cobrar perfeição e elogiar sempre são as melhores dicas que eu posso dar a quem queira ensinar seus filhos. Desinteresse pode pintar a qualquer momento, mas eu percebi que incluir um coleginha na "brincadeira" pode ajudá-lo a trabalhar por mais tempo.

As pessoas me fazem perguntas diversas sobre os perigos ou problemas de se ensinar patch a uma criança.  Existem realmente cuidados a se tomar com o material e eu procuro explicar como alguns adultos já se machucaram usando a máquina de costura ou o rotary cutter, e como é preciso se concentrar e trabalhar devagar e com cuidado para não se machucar.

Evidentemente que o lugar aonde se trabalha fica bagunçado no final e eu procuro envolver as crianças no ato de limpar.

Com relação a costurar ser uma atividade feminina e se eu não tenho medo de meu filho virar gay no futuro, eu penso que ninguém "vira gay". Quem é homossexual nasce dessa forma.  Por outro lado, a sociedade britânica não é machista e costurar faz parte do currículo escolar.  Eu penso também que tudo é questão de mentalidade.  Nos países muçulmanos as meninas não são impedidas de ter acesso à educação?  Para nós ocidentais, isso não é um absurdo?  No meu caso, eu vejo ensinar patch como um meio de estreitar os laços de ternura com meu filho.  é também uma oportunidade de afastá-lo de jogos eletrônicos e de levá-lo a pensar.  é uma forma de envolvê-lo em trabalho voluntário, ao fazer peças como almofadas para quem sofre de câncer no seio ou conforters para quem tem Alzheimer.  é incutir nele o gosto por trabalhar, vender o que produz e ainda fazer caridade, doando parte do dinheiro à quem necessita.

Trabalhos de Stefan Whiteman

 

 

Durante o tempo em que ele costura, nós conversamos e eu o oriento sobre assuntos como inspiração, cores, como lidar com clientes, vendas, o próximo projeto para o campeonato do ano que vem do Festival of Quilts e isso tudo tem sido ótimo para nós.  Nós estamos sempre com nossos sketchbooks em galerias de arte ou em casa, copiando e desenhando, exercitando nossa criatividade.  Eu recomendo essa experiência à toda mãe, tia ou avó.

Milla Whiteman    

Milla Whiteman é editora do Jornalzinho de Patchwork, uma publicação bimestral que circula mediante assinatura e online.  Ela é brasileira residente na Escócia com o marido e dois filhos, Stefan e James.  Visite o site Amigas de Patch em www.mwhiteman.co.uk e procure em Acontecendo por Patchwork para Crianças.

 

04. Oficinas de capacitação

No inicio, a idéia era de buscar formas criativas de desenvolver produtos artesanais que contribuíssem com o trabalho de educação ambiental direcionado as crianças das comunidades onde o IPÊ atuava. Com o passar do tempo percebemos a possibilidade de oferecer oficinas de capacitação, criação e desenvolvimento de produtos junto às mulheres destas mesmas comunidades enfocadas. Aproveitávamos os momentos de convívio para o aperfeiçoamento de técnicas de costura e bordado dentro de uma perspectiva de valorização da natureza local e o desenvolvimento de produtos que pudessem ser comercializados dentro de uma ótica de valorização do trabalho artesanal e também da biodiversidade brasileira. São camisetas, bolsas e outros produtos que levam consigo, além da beleza da técnica, a divulgação das espécies brasileiras tão pouco conhecidas do nosso público.

O resultado disto tudo não poderia ser mais surpreendente, hoje temos 35 famílias envolvidas no processo produtivo, gerando renda para suas respectivas famílias e criando perspectiva de dias melhores: para a natureza e para elas próprias.

Com todo este trabalho comecei a usar no patchwork um pouco das espécies brasileiras.

Esta é a primeira peça que fiz sobre os animais em extinção que estão dentro do projeto IPÊ.

 

O trabalho dos felinos é formado por três espécies em extinção que são encontradas na Floresta da Cantareira, onça Pintada, Jaguatirica e a Suçuarana.

 

Os micos são Leão Preto, Leão de Cara Preta, Leão Dourado e Dourado de Cara Preta.

 

O Leão Preto é o que motivou o começo do trabalho do Ipê.

 

Ana Lúcia Fernandes    

remana@uol.com.br    

 

 

05. Mãos que tecem cidadania

Por Kadydja Albuquerque*

Conhecer o trabalho das mulheres do projeto Resgatando Cidadania vai além da análise técnica de seus produtos. A qualidade das peças, confeccionadas em Patchwork (costura de retalhos), atesta o crescimento que essas mães conseguiram em quase um ano de oficina. Dos primeiros passos ainda como iniciantes à produção atual para exposições, um significado muito maior brota desse trabalho diário em equipe: a mudança expressiva de lidar com a vida.

 

“A gente aprende um monte de coisa, não só de costura, mas também a convivência com o grupo”, disse uma delas, Heloísa Praxedes. Como a maioria do grupo, formado por cerca de 15 mulheres e 1 homem, Heloísa mora no bairro Santa Maria (Aracaju – SE) e é mãe de uma adolescente assistida por outro projeto da Missão Criança Aracaju – o Recriando Caminhos.

Além deste grupo que trabalha na sede da MCA, outras 20 mulheres participam, no Santa Maria, da oficina de Tapeçaria. A intenção é que elas sejam capacitadas, em um futuro próximo, pelas mulheres do Patchwork, que atuarão como multiplicadoras do conhecimento adquirido. Estar no Resgatando Cidadania representa para Praxedes a oportunidade de ter a sua própria renda e melhorar a situação da família.

Heloísa sempre trabalhou, mas é a primeira vez que ela tem a alternativa de usar a sua criatividade e de vender aquilo que criou e produziu. “Já fui caixa de supermercado e trabalhei em farmácia. Hoje faço uma coisa que eu sei, que se eu ficar sem trabalhar, posso me virar em casa sozinha”, fala, com a segurança de quem já produziu peças para decorar a própria residência.

 

 

Segundo Vera Lúcia, sub-coordenadora do Resgatando Cidadania, as mulheres começaram a produzir mais e melhor depois da realização do curso intensivo de Patchwork, promovido pela ONG em parceria com o Sebrae no final do ano passado. Logo, elas receberam convites para participar de feiras como a Feira da Providência no Rio e a XVI Feira Nacional de Artesanato, em Belo Horizonte, ambas a convite da Petrobras, financiadora do Resgatando Cidadania, e do Sebrae, parceiro no projeto de geração de renda.

Terminou recentemente, em fevereiro, o módulo avançado de Patchwork também promovido pela Missão Criança Aracaju em parceria com o Sebrae. Os produtos foram expostos também na VII Feira de Sergipe e em dois ambientes da loja Celi Decorações.  “Com essas exposições, elas receberam muitos elogios e se perceberam muito capazes, sabendo que existe outro mundo possível”, destacou Vera Souza.

Além dos cursos, o grupo recebe atendimento psicológico através de dinâmicas de grupo e da “escuta” individual. Segundo a estagiária de Psicologia, Esmeraldina Sobral, as reuniões contribuem para melhorar a comunicação entre elas. “Isso acaba refletindo em suas vidas, em todos os sentidos. A auto-estima eleva quando elas percebem que existe um alvo a alcançar na frente, seja profissional ou pessoal. Nisso, acabam se colocando como mulheres que têm o poder de escolha e de decidir seu próprio futuro”, analisa a estagiária.

Desafios – Para Jocélia Alves, outra integrante do grupo, a perspectiva de mudar de vida aos 43 anos era praticamente nula. “Antes eu era como bicho do mato. Hoje eu aprendo a viver, que vai muito além do Patchwork”, diz a mulher que deixou a insegurança para trás e não tem receio de emitir sua opinião quando está criando, em equipe, as peças para vender.

 

 

Tão fato quanto os crescimentos pessoal e profissional dessas mulheres é a necessidade de alcançar outro desafio de nome grande: a auto-sustentabilidade. Atualmente, o que é arrecadado com a venda em feiras ou sob encomenda é transferido para o grupo. Isso é possível porque o projeto recebe o financiamento do Programa Petrobras Fome Zero.

Entretanto, o sonho de cada uma delas é montar seu próprio negócio e fazer sua clientela, o que precisaria, no início, de capital para que elas pudessem montar uma estrutura mínima de produção.  “Eu penso em montar um grupo, mas falta dinheiro, porque para produzir o Patchwork ainda é muito caro, e é mais valorizado lá fora. Talvez quando as pessoas conhecerem melhor nosso trabalho, isso seja possível”, contou Jocélia que, como as outras possuem o grande sonho de exportar seu trabalho. Para quem avançou tanto na vida, talvez esse seja mesmo o próximo passo.

* Kadydja Albuquerque é assessora de Comunicação da Missão Criança Aracaju.

 

CRÉDITO DAS FOTOS:

- grande-ptbl1 (Foto Divulgação) -  mãe trabalhando

- grande-ptbl2 (Foto Divulgação) – produtos em exposição na loja Celi Decorações

- grande-ptbl3 (Foto Divulgação) – mãe trabalhando

- grande-ptbl4 (Foto Divulgação) – produtos na Feira de Sergipe, em Aracaju.

- grande-patchen 3 (foto divulgação) – mais produtos confeccionados pelas mães

- grande-ptbl5 (Foto de Wellington Barreto) – mulheres trabalhando

- colchas patchwork 002-2006 (Foto Divulgação) – colcha em patchwork